domingo, 31 de maio de 2009

*







meu maior de idade. meu namorado. meu amor. Amo-te C:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

-antes e depois pt.1

"- Quem és tu?
- Samica alguém. "


(*samica - talvez)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

dias são dias **



A Raquel disse-me: "-Estou na mesma posição que tu.
Sei da realidade, mas estou noutro mundo."

terça-feira, 12 de maio de 2009

eu vi, mas não agarrei


(o aniversário está a chegar)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

aulas de Português pt. 5

Viver sempre também cansa

"Viver sempre também cansa.

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinzento, negro, quase-verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.

O mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas,ér frutos e pássaros
como máquinas verdes.

As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.

Tudo é igual, mecânico e exacto.

Ainda por cima, os homens são homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.

E há bairros miseráveis sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...

E obrigam-me a viver até à Morte!

Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?

Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.

Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."

E virias depois, suavemente,
velas por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo..."

José Gomes Ferreira

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"menina bonita"


"Quando eu te vejo,
sinto saudades:
dos teus dias quentes,
e de tempestade"

Fico à espera que um sonho se realize ou que um santo caia do altar. Mas espero que tudo fique bem, bem como já podia estar.

sábado, 2 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

há exactamente um ano...



RP: - Olha ali um tapete!
AM: - Onde?
RP: - Ali, um tapete.
AM: - Ah. Olha ali um tapete!
Inicio das Cocacólicas Anónimas.

domingo, 26 de abril de 2009

arrumar o quarto


Nunca tinha pensado que arrumar o quarto fosse um remédio para as confusões da nossa cabeça ou uma espécie de calmante. Chega até a mudar o nosso estado de espírito! Mas... mergulhamos em memórias; em histórias tão passadas que o próprio passado deixou de as passar regularmente no nosso pensamento. E eu só vejo papel. Papel com tinta disposta de uma certa forma. E o que leio? Amarguras; e tentativas de dedicatórias; e tentativas de cartas que iriam resolver tudo o que poderia existir de errado. E agora é estranho como tudo faz sentido: as cartas não enviadas só estão bem onde estão, aqui. Os seus destinatários, entretanto com os anos, nada fizeram para ter o direito de as ler quer fosse uma leitura com um fim (como antes), ou uma leitura por simpatia do momento. Faz sentido não mandar, muito menos agora que já ninguém se lembra disso; as dedicatórias só nos lembram que as pessoas às quais tentamos escrever tantas vezes ainda não sabem o quanto nos são importantes. Ainda há coisas que não mudam, poucas mas ainda as há. E são essas às quais devemos dar valor, enquanto podemos. E hei-de conseguir emparelhar o sentimento com a palavra, só para essas pessoas; e as amarguras que a vida não faz escapar. Nem fazia sentido não as ter. Mas é bom ver que já vivemos um bocadinho. Porque é isso. É apenas isso que esses papéis querem dizer.