domingo, 25 de julho de 2010

3 anos

3 anos depois, há coisas que continuam iguais. A primeira vez que alguém me fez sofrer e muito por uma amizade foi há 3 anos neste exacto dia. Foi a pessoa que mais me fez sofrer até hoje mas também a pessoa que mais me fez crescer e me abriu os olhos. É certo que sou muito ideal, acredito sempre no melhor das pessoas e por isso, quase todos os dias há alguém que me repete, não lhes dês mais valor, minimiza, relativiza a situação. E isto faz com que quase todos os dias me abram um bocadinho mais os olhos mas aquela vez há 3 anos foi o início.
Continuo com a mesma dor, lembro-me de tudo como se fosse hoje. Escrever até deve ser dar muita importância ou talvez uma prova que por breves momentos já me apeteceu resolver tudo porque sem dúvida que nunca me esqueci de tudo o que aconteceu. Cada mensagem, cada pessoa, cada merdinha ficaram marcados. Apagar é ainda mais dificil do que um pedido de desculpas pessoal seguido de uma conversa que por si só já implica coragem mas, acima de tudo, implica pôr o orgulho de lado! O quanto eu ouvi esta expressão naqueles dias.... Durou quase dois meses, uma pseudo-perseguição. Eram mensagens, eram pessoas a vir falar comigo, eram comentários contra mim numa foto de hi5, até ameaças, até me queriam bater por mais de uma vez. Perdi amigos. Mas ganhei outros que nunca me deixarão. Foi um filtro interessante. E foram 3 as pessoas que sem elas, não teria consegido voltar ao meu normal: Gato, Jorge e Leona. A eles devo imenso!
Não espero pedido desculpas sem ser anónimo, pessoalmente. Se gostava? Toda a gente gostava que assim fosse. Não sou burrinha mas há coisas que tem maneiras mais correctas e eficazes de serem resolvidas.
Ah e se agradeço o crescimento, a mudança toda de maneira de pensar até aos amigos? Admito, obrigada, mas acho que não era preciso tanto para ter o mesmo efeito.
Decidi escrever não só porque me lembro muitas vezes disto mas também porque vejo as pessoas e o passado perto. Foi o meu desabafo e assim termino pois só voltarei a falar no assunto quando, quiçá, num futuro longinquo, haja alguma alteração numa destas histórias da bagagem da minha vida.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

perdoar é algo tão relativo

"We take what we're given
Just because you've forgotten
Doesn't mean you're forgiven
"

dói deixar o tempo passar, não dói? pois também eu tenho saudades de muita coisa mas não sei se quero ter tudo isso de volta. há coisas que passam porque não há maneira de ficar. a maioria é assim.

terça-feira, 13 de julho de 2010

SEBASTIANAS

Cheguei. Comi. Estendi a roupa como a mãe pediu. Agora vou dormir. Amo-te amor da minha life, obrigada grupo *

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"quem é que shrekou esta cena?"

"E viveram felizes para sempre."
De repente sinto um paralelismo entre o filme e a vida real.
Final chapter.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

happy birthday my love*

I love you, all the time
< 1+2

quarta-feira, 23 de junho de 2010

quase quase férias

Junho: 13 - Espectáculo no Campo Alegre; 17 - Exame de BG; 22 - Exame de FQ; 23 - Exame grau 8 pela Royal Academy of Dance (London).
E ainda me disseram que devia desistir do ballet porque não ia aguentar a pressão do 11º...
Dá-me um gozo enorme acabar o ano, ter subido à maioria das disciplinas num ano de exames nacionais e no qual fiz dois graus de ballet no mesmo ano. Pois consegui. Agora falta um teatro e um espectáculo e aí sim estarei de férias.
Nunca estudar e dançar me deram tanto tanto gozo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

exames, um problema que toca a todos

Para além das provas que temos que dar ao longo do ano, com testes intermédios e sem férias para estudar para eles, com um horário de carga estupida como 3 dias manhã e tarde e 2 tardes, ainda temos que provar que dominamos matéria de 2 anos, o equivalente a 4 livros. Claro, na faculdade é pior, blá blá blá, apesar de menor carga horária, mais para estudar. Pois bem, eu só me posso queixar do que se passa comigo e quando lá chegar, farei os meus comentários. O que é certo, e isto não há possível refutação, isto é f*****.
Um feito, um por fazer. A cabeça dói, o corpo pede descanso e é tão fácil deixarmos de estudar... Tenho mais medo do que está para vir mas tenho que ir na desportiva até porque posso sempre repetir. Quero férias!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ballet


Depois dos dias mais intensos de treino, é simplesmente incrível o que o corpo humano consegue aguentar. A valsa em pontas mais difícil que tinha de fazer era depois de uma valsa em conjunto, sendo a outra um dueto. Nos bastidores todas nos queixavamos de dores nos pés. Já tinha feito um dueto em pontas e ainda ia fazer depois uma dança húngara extremamente cansativa. Dias intensos, semanas a treinar o mesmo e ainda assim tudo saiu como previsto, até acho que foi das vezes que correu melhor. E pensar que tinha no público família quase toda, ex-professoras e, claro, o namorado. Fazer um bom trabalho é importante e sabe muito bem, mas a recompensa sabe ainda melhor. E acabamos assim o dia, a pensar que somos capazes de fazer tudo o que queremos só porque queremos e temos os meios de lá chegar.
Um agradecimento bem especial ao "gajo mais feliz à face da Terra".

quinta-feira, 10 de junho de 2010

semana do "dormir-dançar-comer-estudar" - parte 2 (dia 10)

Apesar de ter o ballet a ocupar muito do meu tempo, o estudo vai andando devagarinho. Demos graças aos testes intermédios pois sem eles não podia estar assim calma. Mas, no meio da Geologia de 10º, aparece o estudo da formação do Sistema Solar e a hipótese nebular: os planetas, os asteróides, os meteoritos, sistema Terra-Lua. E aparece uma imagem que me fez lembrar tempos de infância.

"- Quero seguir astronomia.
- Porquê? Isso é tão secante..."

Conto sempre a mesma história. Quando era miúda, tinha um atlas em casa. Um livro grande de capa dura e escura que no início tinha fotografias e explicações sobre o Big Bang, o Sistema Solar, a Terra. As fotografias do Big Bang não me diziam nada, ao contrário do que a teoria agora me faz mas o Sistema Solar... Ficava "tempos infinitos" a olhar para aquela fotografia numa altura em que Plutão ainda era planeta principal (raiva à 26ª Assembleia-Geral da IAU). O fundo negro, as cores dos planetas e do Sol e o desconhecimento completo do que seria aquilo que estava naquela fotografia aguçaram a minha curiosidade. Sempre adorei mistério. E é a esse sonho que me prendo.
Digo sonho porque, se pensar bem, não sei se quero. Não me dei a 100% com Física este ano mas o maior problema é o depois do curso. Paris (ESA)? EUA (NASA)? Portugal não tem futuro com certeza. A solução para estas dúvidas é esquecê-las. Nunca ninguém se prende a um só sitío. Mudamos de escola, mudamos de casa, mudamos de trabalho, mudamos de cidade ou de país. Se algo nos puxa, porque não ir atrás? Quando lá chegar, tomarei uma decisão e que, sem dúvida, será intensamente pensada...


Eis uma fotografia do tal atlas com a tal imagem do SS.