
Existem sempre aqueles dias em que tudo parece perfeito. Acordamos com uma sms de
M, conversamos naturalmente com
B. O
P, o
J e o
G andam de um lado para o outro dando atenção a tudo e a nada.
L faz o favor de pertencer à minha turma, bem como
C faz com que trabalhar em grupo seja agradável, e
A admite coisas que deixam uma lágrima no canto do olho. Uma conversa de meia hora com
L dá à-vontade e uma chamada de uma hora com
M faz com que a distância encurte e as saudades diminuam...
A noite reserva emoção, muita emoção. A vitória dos
A(migos) faz saltar freneticamente e nem Zé Manel dos Fingertips faz chorar, apenas dá uma deliciosa alegria. Chega o momento do encontro. 2 min, 3 grandes abraços. Mais 2 min, e uma declaração impensada: "-Se não fosse a AM já tínhamos ido. -Não tenho culpa de vocês serem importantes. -Para quem? -Para mim." A despedida tocou-me devido a um olhar de alguém e a um toque de outrem. Dói pensar mas... Os abraços dados e os que ficaram por dar foram bons o suficiente para que a espera de um momento em grupo valha a pena.
Eu já devia saber por experiência que um dia nunca é tão perfeito, desde o momento em que acordamos até ao momento em que adormecemos. No entanto, foi mais o largo entusiasmo que fez com que uma decisão "normal" tivesse tamanhas consequências.
"-Tens muito tempo para sair à noite.
-Mas não vou ter estes amigos para sempre." (Creio que o tempo vai sempre afastar, e quando for "a minha vez", poderei festejar com eles? Estarão as relações iguais ao que são agora? Se uma vida muda num dia, em 2 anos muda muito mais.)
Mas eu espero, porque tenho de esperar. Basta-me sentir que eles também gostam de mim, se calhar não tanto como eu gosto deles, mas o suficiente para que tudo faça sentido e volte ao seu rumo natural.