quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
faltam 8 dias
Amo-te mais
Àgua que as torneiras
Amo-te muito mais alto que as nuvens
Amo-te mais
Vento que as tempestades
Amo-te mais...
Amo-te mais
Palavras que um livro
Amo-te muito mais noites que o verão
Amo-te mais
Longe do que o japão
Amo-te mais, mais...
Sushibaby, amo-te mais, mais
Sushibaby, amo-te mais
e mais
e mais
e mais
e mais
Amo-te mais
Palavras que um livro
Amo-te muito mais noites que o verão
Amo-te mais
Longe do que o japão
Amo-te mais, mais...
Sushibaby - Oioai
Àgua que as torneiras
Amo-te muito mais alto que as nuvens
Amo-te mais
Vento que as tempestades
Amo-te mais...
Amo-te mais
Palavras que um livro
Amo-te muito mais noites que o verão
Amo-te mais
Longe do que o japão
Amo-te mais, mais...
Sushibaby, amo-te mais, mais
Sushibaby, amo-te mais
e mais
e mais
e mais
e mais
Amo-te mais
Palavras que um livro
Amo-te muito mais noites que o verão
Amo-te mais
Longe do que o japão
Amo-te mais, mais...
Sushibaby - Oioai
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
E agora (Terça, 25-01)
E agora? Diz-me! E agora?
Existe super cola 3 para corações?
Cuidado. Olha que basta uma brisa
e o que resta vai na corrente.
E agora? Diz-me! E agora?
Temos nós que ter a paciência
quando esperamos mais do que devíamos?
Devia não falar.
Devia conseguir controlar-me
mas cegas-me.
É a ociosidade,
a preguiça.
De que te serve viveres
num mundo à parte
(com ajuda de químicos
ou não)
se o teu corpo pervalece em Terra
e os problemas não desaparecem?
Serve
para aumentares
o sofrimento
nos outros
e em ti próprio.
Por isso, faz um favor.
Arranja uma solução
o mais rápido possível.
É impossível
continuar neste marasmo.
Existe super cola 3 para corações?
Cuidado. Olha que basta uma brisa
e o que resta vai na corrente.
E agora? Diz-me! E agora?
Temos nós que ter a paciência
quando esperamos mais do que devíamos?
Devia não falar.
Devia conseguir controlar-me
mas cegas-me.
É a ociosidade,
a preguiça.
De que te serve viveres
num mundo à parte
(com ajuda de químicos
ou não)
se o teu corpo pervalece em Terra
e os problemas não desaparecem?
Serve
para aumentares
o sofrimento
nos outros
e em ti próprio.
Por isso, faz um favor.
Arranja uma solução
o mais rápido possível.
É impossível
continuar neste marasmo.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
último dia de aulas
É a última vez que tenho um último dia de aulas do 1º Período. Está um frio de rachar e vim a pé do liceu até casa, como normalmente. Com a ausência de iPod, a minha cabeça começa a tocar música por ela própria. Olhei para o céu, preto, iluminado por postes de luz laranja. Nas ruas carros sempre a passar, gente quase nenhuma. De repente, vi o mesmo cenário, todas as mesmas coisas com outros olhos. Tinha voltado ao 8º ano. As roupas completamente diferentes, o cabelo, a altura e o peso também. Lembro-me de passar pelas mesmas ruas, de ver os mesmos postes de iluminação, o mesmo céu negro, de ouvir Bush - Letting the cables sleep, de all star, kispo castanho com pelinhos no capuz, a panca das marcas e a mochila a bater no rabo de cada vez que dava um passo de tão largas que estavam as alças. É tudo o mesmo. A mesma origem e o mesmo destino. O mesmo frio, o mesmo brilho das luzes de Natal apesar de este ano ser quase nenhum, a mesma negridão de céu. É tudo diferente. Os caminhos não são os mesmos porque não vou pelo mesmo. A companhia não é a mesma porque os anos fizeram o favor de a levar. No interior, muita gente atravessou, outra entrou e ficou, outra entrou e saiu mais do que uma vez. Olho para mim naquela altura e olho para mim agora. Há muito que mudei e mudo a cada dia que passa. Apesar das implicações que isso teria, amava voltar atrás no tempo. Tenho saudades do que era e só porque tenho saudades das pessoas que me rodeavam naquela altura.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
pum!
"(...) E dorme em paz/ Que tu não tens de dar o teu sorriso assim/ esgotando o teu juízo assim,/tu não tens de mudar./ Quem te quer mudar,/ não te quer conhecer,/ tu não tens que o fazer"
Não preciso que gostem de mim apesar de não gostar que me detestem. Enfim, há pelo menos um grupo que se mantém firme e o resto não existe.
"Tu pensas que não/ mas tu és mesmo bom/ a ser sempre quem és"
Não preciso que gostem de mim apesar de não gostar que me detestem. Enfim, há pelo menos um grupo que se mantém firme e o resto não existe.
"Tu pensas que não/ mas tu és mesmo bom/ a ser sempre quem és"
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
tired of tears
Sempre desejei sentir como seria ter alguém a brincar comigo durante as imensas tardes em que imitava as vozes dos meus bonecos. Ouvia a cassete do "Papuça e Dentuça" vezes e vezes sem conta, saltando sempre a parte do urso, sozinha no quarto, e via a cassete d'"A bela adormecida" ou "Pocahontas" outras vezes sem conta que até sabia as falas e as músicas de cor, sozinha também. Raras eram as vezes que a minha mãe jogava um qualquer jogo comigo. O meu pai jogava mais mas desligava menos do trabalho. Sempre quis não ter a necessidade de inventar amigos imaginários com quem falava de tudo. Queria uma pessoa. Queria um irmão.
Era engraçado como todas as pessoas que sabiam que era filha única me dirigiam a palavra sempre com a mesma pergunta: e não querias ter um irmão? Ou: já pediste um irmão aos teus pais? E eu dizia sempre o mesmo: queria/já pedi mas... Sabia que não era assim tão fácil, que não era uma cegonha que os trazia de França e que não podia escolher estas coisas. Uma vez cheguei a escolher um nome de rapaz, tinha eu 7 anos. Ia ser rapaz desse por onde desse. Se ao menos tivesse desenvolvido, crescido, sobrevivido... Agora, com mais 10 anos em cima, fui eu quem escolheu o irmão que seria meu por 3 meses. Pus altíssimas espectativas. Não idealizei mas esperei uma ligação forte, uma ligação de irmãos! Pelas redes sociais, as conversas eram fantásticas... Grandes espectativas sobre o tempo fantástico que iria ser. Uma ligação foi-se esboçando... Mas de esboço não passou apesar de uma primeira semana fantástica e que se desenvolveu num dimunuendo... Agora, a 3 semanas de um adeus digo: espero que o próximo irmão, se houver próximo, seja melhor, seja irmão!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
will you do that for me?

"Quem começou com a brincadeira, quem a inventou, foi o Simão. A Marta ainda morava em Benfica. A Elisa era pequena, o Simão abria os braços e dizia-lhe:
- Dá-me um abraço com a força com que gostas de mim!
A Elisa sorria com os olhos, começava a correr e ia pôr-se, com os braços abertos, muito longe do Simão. Ele fingia que chorava com o choro fingido de uma criança, fingia que esfregava os olhos. Depois de a Elisa acreditar que ele já tinha chorado o suficiente, corria para os seus braços e apertava-o com toda a força. Apertava-o até a garganta começar a fazer o barulho de muita força. Nesse momento, parava e o Simão dava-lhe beijos ruidosos nas faces.
Eu sabia que o Simão visitava a Maria. Eu não falava sobre isso, mas sabia. O Simão fez essa brincadeira também com a Ana. O Francisco começou a fazer essa brincadeira com o Hermes e, depois, com a Íris. Quando o Francisco entra em casa da Maria, procura a Íris, abre os braços e diz-lhe:
- Dá-me um abraço com a força com que gostas de mim!"
In Cemitério de Pianos, de José Luís Peixoto
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